
Mère Louise

O Cassino Atlântico erguido em 1934
Construído em 1934 na última esquina da Avenida Atlântica – com Francisco Otaviano – onde anteriormente se localizava “Mère Louise” – o luxuoso Cassino Atlântico se tornou uma das referências da “Belle Époque”, consolidando a região como ponto requintado e de referência cultural.
Juntamente com o Cassino da Urca e o Quitandinha em Petrópolis de propriedade de Joaquim Rolla – ou como preferem outros – testa de ferro de alguém mais poderoso – o Cassino Atlântico propriedade de meu avô Francisco Xavier de Araujo Filho e seus sócios, funcionou até 30/04/1946, quando o Presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu o jôgo no Brasil.
Foi numa festa no Cassino Atlântico em 1941 que minha tia Dulce Xavier de Araujo conheceu Pelópidas Guimarães Brandão Gracindo - o ator Paulo Gracindo -, tendo ela na ocasião 16 (dezesseis) anos, que veio a se tornar seu marido, casaram-se em 1942 e no ano seguinte nasceu meu primo Epaminondas Xavier Gracindo, o ator Gracindo Junior.
Na época tanto ela como minha mãe eram alunas internas do Colégio Bennet onde vim a estudar mais tarde em 1962.
O Cassino Atlântico atraia personalidades do mundo todo e lá se apresentaram muitos artistas nacionais e internacionais.
O cronista mineiro José Mauro Gonçalves em seu livro “O Café Society” divide a alta sociedade da época em 6 (seis) categorias: os “horse-line”, café society, “salon société”, “big shots”, intelectuais e “interlopes”.
Quando fechou suas portas por algum tempo foi extensão do Botafogo Futebol e Regatas a que os inimigos se referiam como Botafogo Futebol e Roletas , depois acolheu a TV Rio e por último o famoso Shopping Cassino Atlântico.